Diário de Bordo (21)
30 de junho de 2008
Dia 12 de junho
Choveu em São Paulo. O trânsito está parado. Faz horas que estou preso na Marginal. Ainda não consegui chegar em casa desde que desci da nave. A Maria dirige o carro com a mãe ao lado. A velha louca não pára de contar tudo o que a filha fez, o quanto passeou, o quanto se divertiu, enquanto eu estava fora. Reclama do cheiro, achando que é do rio poluído ao nosso lado. Mal sabe ela que é da minha cueca suja. E, como eu já imaginava, disse que convidou o Zé para o aniversário da filha. As flores foram entregues, mas não duraram dois dias. “Buquê barato é isso”, foi o comentário que tive que ouvir. Na próxima viagem para algum planeta distante, vou tentar levar a sogra no bólido e jogá-la pela janela. E, junto, voarão algumas latas de ração para ela sobreviver bastante tempo. De preferência, sem banheiro.
FIM

